Educação
12 Agosto de 2022 | 17h08

Ministro Téte António defende reorientação da educação

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, defendeu, esta sexta-feira, em Luanda, estratégias capazes de pôr em relevo as oportunidades económicas, com o objectivo de se reorientar a educação no país.

Para o efeito, segundo o ministro, os sistemas de treinamento devem ir ao encontro do conhecimento e da competência, para se alcançar o desenvolvimento harmonioso sustentável à escala nacional.

Téte António, que falava na cerimónia de apresentação do Relatório da Consulta Nacional, no Quadro da Cimeira de Transformação da Educação, considerou que se deve fazer mais para a juventude, por ser a mais importante riqueza soberana do país.

"Precisamos criar programas que visem a promoção de uma cultura de inovação, bem como valores de patriotismo para a nossa juventude", disse.

O governante ressaltou, no entanto, que é preciso melhorar as estatísticas em relação ao número de estudantes inscritos nas ciências e tecnologias, engenharia e matemática.

Conforme Téte António, é preciso agir rápido e com qualidade, para incluir e providenciar maiores oportunidades para as mulheres, especialmente as mulheres cientistas, e acelerar a matrícula das raparigas na ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas.

De acordo com o governante, deve-se consolidar uma tradição de abordagem de aspectos positivos, para equipar as crianças e jovens com as valências de que necessitam, para enfrentar os desafios num mundo em constante mutação.

A realização deste evento em Angola, segundo o ministro, é a pura demonstração de que o Governo está preocupado e comprometido com a educação, por constituir um elemento impreterível para o desenvolvimento do país a todos os níveis.

"Procuramos ter cidadãos bem educados, com a revolução das suas habilidades sustentadas pela ciência, tecnologia e inovação, seguindo assim o espírito da Agenda 2063 da União Africana e a Agenda 2030 das Nações Unidas", avançou.

Para Téte António, o ensino é o centro do debate do desenvolvimento em Angola e na região dos Grandes Lagos, pelo facto de mais de 75% da população da região estar abaixo dos 25 anos de idade.

Por sua vez, a coordenadora residente da ONU em Angola, Zahira Virani, disse que é necessário o reforço da aprendizagem de qualidade, objectivo vital da Agenda do Desenvolvimento Sustentável.

O amplo desafio, defendeu, se centra na ambição de criar melhores sistemas educativos para que as crianças, os jovens e os adultos se destaquem no mundo de hoje.

Para Zahira Virani, a Covid-19 agravou as desigualdades no sector da Educação, afectando milhões de estudantes em todo o mundo, deixando, em particular, muitas meninas para trás, criando a urgência em transformar a educação.

"Hoje celebramos o Dia Mundial da Juventude e não podia ser mais oportuno nos focarmos em colocar a educação no centro da nossa agenda. O acesso à educação de qualidade, de forma inclusiva e igualitária, é um forte aliado nos esforços da diminuição das desigualdades sociais”, lembrou.

Nesta óptica, destacou que Angola tem centrado esforços em estratégias transformadoras na recriação do sistema educacional, a fim de alcançar o ODS 4 - Educação de Qualidade da Agenda 2030, para uma aprendizagem sustentável, equitativa e inclusiva ao longo da vida de todas e todos os angolanos, sem deixar ninguém para trás.

O workshop de apresentação do Relatório da Consulta Nacional realizou-se no âmbito da Cimeira sobre a Transformação da Educação (TES), a ser organizada pelas Nações Unidas a  19 de Setembro próximo, em Nova Iorque.

A Cimeira das Nações Unidas sobre a Transformação da Educação é uma iniciativa que visa renovar o compromisso político internacional com a educação como um fundamental bem público.

Garantir a recuperação total da educação perturbada pela Covid-19, identificar as principais transformações estratégicas e alavancas para a recriação da educação, assim como aumentar a ambição dos objectivos nacionais da Educação, fazem igualmente parte da Cimeira.

Participaram do evento, a ministra da Educação, Luísa Grilo, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Silva, representantes da Unesco, entre outros.

Fonte: Angop