Ciência
14 Outubro de 2021 | 06h44

EUA sugerem que idosos não tomem aspirina para prevenir doenças cardíacas

Autoridades de saúde do país afirmam que a toma diária do medicamento pode provocar danos graves para a saúde.

De acordo com um artigo publicado pela CNN, a força-tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos está a considerar modificar as diretrizes acerca da ingestão diária de aspirina para prevenção de doenças cardiovasculares e de acidentes vasculares cerebrais (AVC's).

Nesta terça-feira, dia 12 de outubro, o grupo especializado publicou o rascunho de um documento no qual recomenda que adultos entre os 40 e 59 anos que têm um risco superior de sofrerem de doenças cardíacas – mas sem historial da patologia – decidam juntamente com um médico se devem tomar ou não aspirina, tendo como base as suas circunstâncias individuais.

Mais ainda, o documento sustenta que adultos com 60 anos ou mais não devem tomar aspirina para prevenir doenças cardiovasculares e AVC's. Esta recomendação surge após novas descobertas científicas que indicam que os danos potenciais causados pela toma do fármaco superam quaisquer benefícios. 

"As últimas evidências são claras: iniciar um regime diário de aspirina em pessoas com 60 anos ou mais para prevenir um primeiro ataque cardíaco ou derrame não é recomendado", partilhou a médico Chien-Wen Tseng, membro da força-tarefa, num comunicado.

"Todavia, esta recomendação da força-tarefa não é para pessoas que já sofreram um ataque cardíaco ou derrame; elas devem continuar a tomar, a menos que o médico diga o contrário". 

Segundo a CNN, as doenças coronárias são a principal causa de morte nos Estados Unidos, estando por trás de 25% de todos os óbitos.

Apesar da toma diária de aspirina em baixas doses reduzir o risco de ataque cardíaco ou de AVC em algumas pessoas, a ingestão do medicamento também implica o risco significativo de hemorragia no estômago, intestinos e cérebro, indicou a força-tarefa.