Política
24 Novembro de 2022 | 10h04

Cuanza-Sul conta com sete zonas desminadas

O embaixador do Japão em Angola, Maruhashi Jiro, garantiu, quarta-feira, na localidade de Calonga, município do Amboim, província do Cuanza Sul, que o seu país vai continuar a trabalhar no fortalecimento das boas relações com Angola, sobretudo na área de desminagem, para aumentar os níveis de cooperação, com vista a trazer vantagens mútuas e bem- estar para os dois Estados e povos.

O diplomata deixou a garantia quando presidia ao acto de encerramento, que foi marcado com a entrega de certificado das sete localidades desminadas, que compreendem os cinco municípios, nomeadamente Amboim, Sumbe, Cela, Porto-Amboim e o Ebo.
 Durante o acto de encerramento, que decorreu na localidade da Calonga, comuna do Assango, no município do Amboim, o diplomata mostrou-se satisfeito pelos êxitos e resultados alcançados durante a execução do projecto de desminagem, dirigido pela organização APOPO, ao nível dos cinco municípios do Cuanza Sul.

"Este acto é gratificante sendo um momento especial para as populações destas áreas, sentimento que vem motivar o Governo do Japão em continuar a solidariza-se com as causas comunitárias do povo irmão de Angola” disse.

 De acordo Maruhashi Jiro, o Japão e Angola, partilham uma cooperação vantajosa ao longo das últimas décadas, que  assenta em diversas áreas, com destaque aos sectores da saúde, educação, agricultura, infra-estruturas, energias, desminagem e outras, tendo reiterado que o processo de desminagem de campos agrícolas em Angola constitui um dos momentos mais marcantes nas relações entre os dois Estados.

"A libertação dos campos agrícolas das minas, vai permitir garantir a boa circulação de pessoas e bens, bem como alavancar a economia através da produção agrícola” frisou, sublinhando que o seu Governo vai continuar a apoiar os esforços de desminagem para tirar Angola do perigo das minas e outros engenhos.

 O diplomata realçou que o projecto foi executado, num período de 15 meses, pela Organização Não-Governamental de desminagem Humanitária denominada "APOPO”, no quadro da doação não reembolsável do Governo japonês, orçado em 246 mil e 900 dólares.

 O coordenador de desminagem da Organização Não-Governamental Apopo, Manuel Agostinho, reafirmou que o processo de desminagem livrou de minas uma área considerável, garantindo às populações o aproveitamento das parcelas para diversos fins, com destaque para a agricultura.

Com a destruição de 67 minas anti-pessoais e quatro mil e 690 outros engenhos não detonados, foram criadas condições para doze mil e 900 pessoas, que vivem nas localidades, praticarem a actividade agrícola para seu sustento, enquanto os beneficiários indirectos rondam os 47 mil e 800 pessoas, que se vêm livres do perigo de minas.

Manuel Agostinho fez saber que as localidades intervencionadas correspondem a Ungombe, na Cela, Chole-Chole, em Porto-Amboim,  Hote 2, no Sumbe, Caiombo, município do Ebo, Munenga, no Libolo, Pambangala, em Cassongue e Calonga, no município do Amboim.

O administrador municipal do Amboim, Darcy Fernandes da Costa, reconheceu os esforços consentidos pelos operadores de desminagem, em livrar de minas várias parcelas, que passam a ser aproveitadas para fins úteis à sociedade.

 Darcy Costa, que intervia, em representação do governador da província, Job Capapinha, lembrou que o conflito armado desencadeado no país deixou muitas áreas minadas, situação que condicionou a livre circulação de pessoas e bens. "Temos de agradecer o apoio do Governo japonês, por ter desembolsado valores monetários, que permitiram desminar várias parcelas de terras, em diversas localidades da província, ao mesmo tempo que fica garantida a livre circulação de pessoas e mercadorias”, concluiu.

Fonte: JA