Internacional
18 Junho de 2022 | 10h43

Falha de transformador em central de energia provoca apagão na Síria

Todas as regiões da Síria controladas pelo governo central estão sem eletricidade desde a madrugada de hoje, devido a uma falha no transformador de uma central de energia, que se espalhou, por razões desconhecidas, às restantes instalações.

"Uma falha no transformador de intensidade da central de Al Zara deixou a estação completamente fora de serviço e causou falhas em outras centrais, causando um apagão geral", referiu a agência oficial de notícias síria SANA, citando o Ministério da Eletricidade.

De acordo com este departamento governamental, os trabalhos de reparação já estão em curso e as equipas esperam restabelecer o fornecimento de energia dentro de cerca de duas horas, acrescentou a mesma fonte, sem dar mais detalhes.

Por seu lado, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma Organização Não Governamental (ONG) sediada no Reino Unido e com uma vasta rede de colaboradores no terreno, confirmou que "várias" províncias sob o controlo do governo do presidente Bashar al-Assad registaram apagões nesta madrugada.

Após onze anos de conflito armado, a maior parte do país árabe está nas mãos de Damasco, com exceção das áreas do norte controladas pela oposição, os curdos sírios ou as forças turcas e as suas milícias aliadas, respetivamente.

Nos últimos anos, a Síria sofreu vários apagões parciais ou totais devido a ataques terroristas a gasodutos, a danos deliberados por grupos rebeldes e até mesmo devido à colocação de bombas submarinas na sua costa.

Além disso, a infraestrutura do país está a sofrer as consequências de mais de uma década de guerra.

A escassez de combustível decorrente de sanções internacionais contra Damasco resultam também num fornecimento de eletricidade limitado.

O conflito na Síria resultou até agora na morte de quase 610 mil pessoas e numa grave crise humanitária.

Desencadeada em março de 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais, e a ascensão de extremistas islâmicos.

Fonte: NM