Internacional
16 Junho de 2022 | 12h46

OTAN reúne-se hoje com ministro da Defesa ucraniano para "melhorar apoio"

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, assegurou que a Aliança está "muito comprometida em reforçar o apoio, com armas mais avançadas, e fazê-lo da forma mais eficiente para os ucranianos".

Questionado pelos jornalistas quanto às afirmações da vice-ministra da Defesa ucraniana, Anna Maliar, que revelou que o país recebeu apenas "cerca de 10%" das armas pedidas aos países ocidentais para combater as forças russas no terreno, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, considerou, esta quarta-feira, que a Aliança tem prestado "níveis de apoio nunca dados à Ucrânia nos últimos meses", razão pela qual as suas forças armadas "têm conseguido fazer frente à invasão da Rússia".

"Iremos encontrar-nos com o ministro da Defesa ucraniano [Oleksii Reznikov] hoje, para vermos como é que podermos melhorar a forma como estamos a dar apoio ao país. O ponto de partida é que os aliados da OTAN, os seus parceiros, já prestaram níveis de apoio nunca dados à Ucrânia nos últimos meses", começou por reforçar o responsável, adiantando que a Aliança "tem vindo a apoiar a Ucrânia desde há muitos anos", particularmente desde 2014, com formação e equipamento para as forças armadas.

"Portanto, as forças armadas ucranianas estavam muito melhor equipadas, muito melhor preparadas, e muito mais fortes agora do que em 2014. É também por isso que têm conseguido fazer frente à invasão da Rússia", complementou.

O secretário-geral da OTAN considerou ainda que, perante a actual invasão, "há uma necessidade urgente de reforçar a situação, e foi isso que fizeram os aliados da OTAN e os seus parceiros, com equipamento mais moderno e mais avançado, e também mais formação fora da Ucrânia”.

"É sempre importante fazermos uma coordenação estreita com a Ucrânia sobre que tipo de armas necessitam, como fazer chegar as armas, que tipo de formação e manutenção é que precisam para assegurar que estas armas fazem a diferença no campo de batalha”, esclareceu, garantindo que a Aliança está "muito comprometida em reforçar o apoio, com armas mais avançadas, e fazê-lo da forma mais eficiente para os ucranianos”.

Stoltenberg defendeu ainda, na terça-feira, que Kiev necessita de "mais armas pesadas" para combater o avanço das forças russas na região do Donbass, no leste da Ucrânia, explicando que, apesar dos aliados e parceiros da OTAN terem "intensificado" e "estarem a fornecer armas pesadas há muito tempo", o país é "completamente dependente" destas entregas para lidar com a "agressão brutal da Rússia".

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 15 milhões de pessoas - mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Além disso, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A ONU confirmou ainda que 4.432 civis morreram e 5.499 ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os sectores.

 

Fonte: Jornal de Angola