Internacional
31 Maio de 2022 | 12h09

Sanções da UE contra Rússia ainda "não chegam", diz a Ucrânia

As declarações foram proferidas apesar de, na segunda-feira, a União Europeia ter dado conta de ter já alcançado um acordo no que toca a um embargo ao petróleo russo.

As últimas sanções acordadas entre a União Europeia contra a Rússia, que prevê um embargo a cerca de 90% das importações de petróleo proveniente desse país para o bloco comunitário até final do ano, ainda "não são suficientes" e o ritmo das sanções aplicadas até agora tem sido demasiado lento, disse um alto funcionário do gabinete presidencial da Ucrânia, citado pela Reuters.

"Se me perguntarem, eu diria demasiado lentas, demasiado tarde e definitivamente insuficientes", afirmou Ihor Zhovkva, sub-chefe do gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

As declarações foram proferidas apesar de, na segunda-feira, a União Europeia ter dado conta de ter já alcançado um acordo no que toca a um embargo ao petróleo russo, apesar da resistência inicial apresentada por alguns países, como era o caso da Hungria. Foi acordado, na cimeira de ontem, que as compras seriam imediatamente reduzidas em mais de dois terços.

A mesma fonte apontou ainda que a Ucrânia também não está satisfeita com o ritmo das entregas de armas por parte dos países ocidentais. "Definitivamente não estamos satisfeitos", referiu Ihor Zhovkva, quando questionado por um jornalista a propósito desse mesmo assunto.

"Se tivéssemos ficado satisfeitos, teríamos começado imediatamente a libertação de Mariupol e expulsado as forças russas de Donbass", acrescentou. "Acreditamos em promessas", destacou ainda, numa mensagem enviada ao Ocidente.

O sexto pacote de sanções à Rússia, que tinha como elemento central e menos consensual a aplicação de um embargo gradual e progressivo às importações de petróleo russo, estava em suspenso há cerca de um mês. Isto porque alguns países viriam a pedir exceções temporárias, que justificavam com a sua dependência do crude importado da Rússia, o que obrigou a mudanças na proposta original.

A guerra na Ucrânia, que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) provocou a morte de mais de quatro mil civis, tem vindo a motivar a condenação por parte da comunidade internacional.

Fonte: NM