Saúde
16 Maio de 2022 | 13h36

Angola mantém 129 doentes de Junta no exterior

Angola mantém 129 doentes no exterior do país, com junta médica, sendo 77 em Portugal, com 30 acompanhantes e 30 na África do sul, com sete acompanhantes , disse, esta segunda-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Segundo a governante,  em 2017 o país tinha mais de 500 doentes nestes países, situação que está a ser resolvida com a reestruturação da Junta de Saúde e os investimentos que estão a ser feitos no sector  da saúde,  o que faz com que as doenças que faziam o grosso de doentes para evacuação sejam  tratadas no país.

Sílvia Lutucuta falava durante a "Primeira conferência sobre as juntas de saúde em Angola”, que decorre sob o lema "Para uma assistência justa e humanizada aos utentes, promovamos a oportunidade e dignidade para todos”.

A ministra destacou o caso do Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, que realiza cirurgias cardio-pulmonares, o Hospital Américo Boavida, com operações da anca e do joelho, unidades de referência que realizam cirurgias de alta complexidade em neurocirurgia, incluindo o de Cabinda.

"Todas novas estruturas que estão a nascer têm um novo propósito, o de melhorar a assistência diferenciada no país, aliada a formação de quadros  no sentido de prestar serviço de forma  a olharmos mais para o objecto da universalidade no acesso ao serviço de saúde para todos”, referiu.

Acrescentou que continuarão a melhor a assistência no país de forma humanizada e a resolver as questões laborais que tem a ver com a saúde dos profissionais e o apoio que precisam com a Junta a nível local.

Por seu turno, o presidente da Junta de Saúde, João Pascoal, disse actualmente avaliam semanalmente entre 50 a 60 doentes, com 15 casos mensais de pacientes que procuram solução ao problema de  reprodução assistida, sendo uma preocupação.

Segundo o responsável, com as leis de reprodução assistida e do transplante já aprovados e com o investimento que está a ser feito no sector da saúde poder-se-á dar solução  ao problema de vários cidadãos com estas necessidades.

O Governo angolano suspendeu, em 2021, todos os processos de Junta Médica Nacional em países como Portugal e África do Sul.

A suspensão das juntas médicas resulta dos grandes investimentos em infra-estruturas e em serviços médicos especializados a nível da saúde, exemplo da hemodiálise que era uma das principais lacunas no Sistema Nacional de Saúde, existindo já condições a nível de algumas capitais de província para o atendimento e o apoio aos doentes, tanto a nível de medicamentos como de assistência.

Dados disponíveis apontam que o país tinha 245 pacientes e 130 acompanhantes às expensas da Junta Médica Nacional, em Portugal. Cada paciente, segundo os dados, custava, em média anual, cerca de cinco milhões de Kwanzas.

Nas últimas décadas foram tratados, em junta médica em Portugal, 9.360 pacientes e 5.250 acompanhantes, com gastos anuais de cerca de seis milhões de euros.

O encontro encerra esta tarde e reúne responsáveis provinciais da Junta de saúde, técnicos do ministério e pessoal médico.

Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta © Fotografia por: Clemente dos Santos (Angop)

Fonte: ANGOP