Economia
10 Abril de 2022 | 10h44

Correios e CFB reactivam serviço de remessas postais

Os Correios de Angola e os Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) concordaram, sexta-feira, numa estratégia para reactivar a transportação postal por via-férrea, paralisada há mais de 20 anos por situações descritas como conjunturais.

Numa reunião realizada em Benguela, as lideranças das duas empresas definiram as opções para impulsionar o processo de transportação de mercadoria dos correios de Angola, que inclui a entrega de postais, equipamentos e outro tipo de logística administrativa.

Segundo o presidente do Conselho de Administração, dos Correios de Angola, Walter Teixeira, o ramal do CFB, ao longo do percurso entre o Lobito e o Luau (no Moxico), permite fazer chegar os serviços, carga e logística da empresa postal a qualquer localidade do país, em tempo útil.

De acordo com o responsável, os Correios adoptaram o serviço postal como uma das maiores apostas, decidindo assinar acordos com parceiros estratégicos como os CFB, um operador crucial do Corredor do Lobito (que além da companhia ferroviária, inclui um porto e vários aeroportos), tendo condições suficientes para estabelecer operações com reconhecidos níveis qualitativos.

Num segundo momento, anunciou Walter Teixeira, técnicos das duas empresas vão trabalhar na determinação de todas as condições que permitem acelerar o objectivo pretendido.

O presidente do Conselho de Administração dos CFB, António Cabral, sublinhou que, em função dos indicadores de crescimento da infra-estrutura da empresa, a materialização de projectos dessa natureza "merece uma atenção especial e execução imediata”, até por ser uma exigência imposta pela necessidade de viabilizar a economia nas localidades.

António Cabral lembrou que operações dessa natureza já constavam na agenda social dos CFB, mas, agora, passou a representar uma oportunidade de negócios, tendo em conta que as grandes cargas ficarão sob responsabilidade do futuro concessionário, que vai explorar o corredor do Lobito, enquanto os CFB ficarão com o transporte de passageiros e de pequenos volumes.

Fonte: JA