Sociedade
05 Março de 2022 | 10h21

Onda de assalto em campos agrícolas “tira sono” aos camponeses da Caála

O aumento de assaltos em campos de cultivo do município da Caála, província do Huambo, está a aterrorizar os camponeses que diariamente perdem as suas culturas, num ano agrícola com indicadores satisfatórios.

Na presente campanha agrícola, as 66 mil 205 famílias camponesas desta municipalidade cultivaram numa área de 99 mil 307.5 hectares, distribuídos pelas comunas da Calenga, Catata e Sede, esta última localizada a 23 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo.

Numa ronda efectuada hoje, sábado pela ANGOP, constatou-se várias lavras de produção de milho e hortícolas totalmente destruídas por meliantes, principalmente nas localidades de Cangongo, Cassoco, Calueio, Ngumbe e Pedreira.

Os meliantes, organizados em grupos de seis a 10 indivíduos, numa acção rápida, efectuam roubos com recursos à arma branca (objectos contundentes) e motorizadas de três rodas que facilitam o carregamento dos produtos agrícolas.

Os campos de produção de milho e hortícolas constituem os principais alvos dos marginais, numa altura em os camponeses procuram recuperar a produção perdida na época anterior devido à seca.

Augusta Calesso, camponesa da aldeia de Cassoco, disse ter encontrado toda sua lavra de, aproximadamente, um hectar desfeita pelos meliantes que roubaram a produção de batata-rena e milho.

Joaquim Mateus, outro camponês com lavras na aldeia do Calueio, lamentou ter encontrado a sua produção de milho usurpada quando tinha uma previsão de uma colheita positiva e satisfatória.

Aterrorizado com a acção dos meliantes, o produtor Mateus Fernando disse que os camponeses estão a perder as suas culturas devido aos roubos sucessivos de milho e hortícolas.

Reagindo a preocupação dos camponeses, o director da Agricultura no município da Caála, Avelino Kalupeteca, disse ter conhecimento destes factos e participado à Polícia Nacional que pretende reforçar as acções de patrulhamento nas comunidades para contrapor a situação.

"Estamos todos preocupados e tristes com a situação, pois que os camponeses estavam já animados com os bons indicadores de produção, depois de na época anterior terem perdido as culturas em consequência da estiagem”, lamentou.

Sobre o assunto, o Comando da Polícia Nacional no município da Caála promete se pronunciar nos próximos dias.

As autoridades desta municipalidade perspectivam colher 500 mil 602.24 toneladas de produtos diversos agrícolas, entre cereais, tubérculos, leguminosas e hortícolas.

Fonte: ANGOP