Desporto
07 Fevereiro de 2022 | 11h45

Senegal “mandou” no jogo e mereceu erguer o troféu

O Senegal de Sadio Mané, conquistou, domingo (06), a sua primeira Taça de África das Nações, ao derrotar o Egipto aos penáltis (4-5), depois de uma igualdade (0-0) ao cabo do tempo regulamentar.

Uma vitória que justifica toda a superioridade  demonstrada em todas as fases do desafio conforme ilustra a própria estatística. Para os Leões de Teranga houve 533 posses de bola (Egipto 430), efectuou 8 remates à baliza (Egipto 3), conseguiu 58% de posse de bola (Egipto, 42%)), mostrou 81% de precisão de passe (Egipto), só para demonstrar isto...


Na série de penáltis ao Senegal valeu a decisiva defesa do guarda-redes Mendy ao defender o remate do defesa egipcio Mohamed Ahmed, a outra falha do médio egipcio Mohamed Abdelmonem e...o tiro certeiro de Sadio Mané que, com conta e medida, o penálti que falhou na primeira parte do jogo.


O Senegal no cômputo geral  "mandou"  porque explorou  da melhor forma os erros tácticos e outras deficiências com que o Egipto entrou em campo onde pretendia erguer o seu oitavo troféu.

Os Leões de Teranga conheciam perfeitamente o palmarés dos Faraós e, por esta razão, ssouberam, desde o início, tirar dos adversários que, diga-se, em abono da verdade forma menos brilhante na fase de grupos, onde tiveram que lutar sempre por mais de 120 minutos para chegarem à final, eliminando sucessivamente a Côte d´Ivoire, Marrocos e Camarões.

Este facto foi muito bem explorado pelo Senegal que sempre ganhou durante o tempo regulamentar, e pelo facto de ter tido a seu favor mais um dia de descanso do que o Egipto, até à final.

O jogo de ontem foi revelador disso. O efeito do cansaço físico no futebol de alto nível influencia muitos e aqui, os comandados de Aliou Cissé superaram os egípcios.

Outra vantagem muito bem explorada pelo Senegal foi o facto de o Egipto ter se apresentado um "onze" não habitual devido às lesões e castigos disciplinares de alguns dos seus influentes jogadores, o que, diga-se em abono afectou o desempenho dos Faraós. Ao todo, foram dos cinco jogadores que não jogaram na final. Teve dois com cartões amarelos recebidos na meia-final com os Camarões,  um deles o defesa Omar Kamal que fragilizou a "cortina-de-ferro" da selecção.

Akram Taoufik, lateral-direito, teve uma grave lesão, devido ao rompimento dos ligamentos. Com estas baixas, é claro que o Egipto tinha de fazer adaptações que  resultaram domingo. Esperava contar com seu prodígio, Mo' Salah, a sua força colectiva, para enfrentar e derrotar o Senegal de Sadio Mané, o que  não aconteceu.

O Egipto só se pode queixar de si mesmo. O técnico dos Faraós, Carlos Queiroz, não pôde estar no banco ontem , deixando a sua equipa sem um mestre a comandar as rédeas. E esta baixa "funcionou"como um rude golpe para a "armada egípcia".

Foi, de resto, um jogo electrizante, onde há que reconhecer, houve boa actuação do trio de arbitragem liderado pelo sul-africano Victor Gomes. Assistido pelo seu compatriota Zakhele Siwela e Souru Phatsoane (do Lesoto) realizaram um trabalho que não merece qualquer contestação.

O Senegal, pela conquista, vai embolsar um cheque de 5 milhões  de dólares. São mais  500 mil em relação ao que a destronada Argélia recebeu na última edição.

Fonte: JA