Cultura
17 Dezembro de 2021 | 17h58

Escritor António Fonseca recomenda o alargamento do alfabeto das línguas bantu

A Academia Angolana de Letras realizou nesta quinta-feira, 16 de Dezembro, mais uma conferência ZOOM do ciclo de Novembro, intitulada “o homem dos akongo: comunidade, poder e sistema de parentesco”, sob moderação do antropólogo Carlos Serrano, o encontro contou com a participação de investigadores de Angola, Brasil Itália e Portugal.

O conferencista foi o escritor António Fonseca, que falou sobre a comunidade Kongo de língua Kicongo, com destaque para a cultura de parentesco, a organização social e a organização política e administrativa do Reino do Kongo.   Tala como deu a conhecer, trata-se de uma sociedade matrilinear sendo a sucessão feira do tio para o sobrinho (filho da irmã).


António Fonseca, fez saber ainda que cada clã detém  o monopólio de um dos seguintes poderes distintos: guerra, indústria, segurança, direito de eleger justiça e o governo. Para além deste poderes, havia também uma assembleia, com funções parlamentares.


Do ponto de vista linguístico recomendou o alargamento do alfabeto das línguas bantu, de modo que todas as variantes se encaixem. É o caso da letra X que, por ser usada nalgumas variantes, deverá passar a contar do alfabeto Kicongo.


O poeta e ensaísta António Fonseca, galardoado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na modalidade de literatura, é autor de 9 livros,  dentre os quais "sobre os Kicongos de Angola”, "Poemas de Raiz e voz”, "Crónica dum Tempo de Silêncio” e "Contos da Nossa Terra”. Têm actualmente em preparação o livro de ficção intitulado "Marcolino de Aragão e outras estórias”.


Na próxima conversa da Academia à Quinta-feira, agendada para o dia 23 de Dezembro, a partir das 19 horas, sob moderação do antropólogo Carlos Serrano, será conferencista o ambientalista Vladmir Russo, que falará sobre os "Desafios  da sustentabilidade ambiental em Angola”. E será apresentada através da plataforma digital ZOOM.