COVID-19
17 Dezembro de 2021 | 09h34

Pouca adesão no primeiro dia de vacinação das crianças e adolescentes

O primeiro dia de vacinação das crianças e adolescentes contra a Covid-19 foi marcado por uma fraca presença nos postos. Medo, receio e angústia são os motivos principais.

Alguns pais estão com receio de levar os filhos com medo de que possam ter sintomas irreversíveis, mas outros estão óptimistas, porque pretendem manter as crianças salvas e livres da contaminação.

 Manuel Catraio alega que é preciso dar mais tempo para confirmar se a vacina é segura nas crianças.
Bruno Nagombo encontramolo no posto de vacinação do Benfica, onde levou o  filho Yuri da Silva de 13 anos, estudante da sexta classe. 
   
Bruno Nagmbo considera importante cumprir com as orientações da OMS e do Governo, tendo em conta que a vacina vai ser exigida nas escolas e também para garantir a imunidade.

Realçou que não há motivos para receio, porque em muitos países do mundo as crianças são vacinadas e tudo tem corrido dentro da normalidade.

"Já era preocupação de muitos pais verem vacinados os filhos, por isso, a vacina chegou em boa hora e acredita que a medida que o tempo vai passando, a adesão das crianças e adolescentes vai aumentando. 

"Aconselho os pais a levarem os filhos à vacinação, porque as crianças frequentam à escola e são vulneráveis, por brincarem e estar sempre agarradas aos colegas de forma involuntária”, alertou. 

O filho do Bruno disse à nossa reportagem que não teve outra opção, se não tomar a vacina contra a Covid-19, para não ficar privado de ir à escola.

"Não gosto de apanhar vacinas ou injecções quando estou doente. Fico com receio que agulha parta no meu corpo ou chegue até ao osso, mas neste caso tenho mesmo que apanhar a vacina”, confessou. 

Márcia André tem 13 anos e foi sozinha tomar a vacina no posto de vacinação do KK5000. Contou à nossa reportagem que foi motivada pelos avós, sublinhano que nunca sentiu medo de apanhar, porque estava consciente de que qualquer dia iria acontecer.

A rapariga confessou que sentiu ligeira dor na altura em que foi picada no ombro, mas aconselha a outras crianças a irem apanhar a vacina para poderem estar protegidas.

 Bruno Miguel também  tem 13 anos. Vive com os pais no KK5000. Disse que teve medo de ser vacinado, porque ouviu o relato de uma das suas professora que se queixava de dores depois e ser picada, mas foi pressionado pelo pai para tomar a vacina para não ser impedido de ir à escola. 
 "Tive medo da agulha, mas tive  que fazer coragem ", referiu.

Bruno aconselha outras crianças a irem aos postos de vacinação para se prevenirem da Covid-19. "Não precisam ter medo, porque não dói e o processo é muito rápido”, encorajou.

Uma das responsáveis da logística do Posto de Auto-atendimento do KK5000, Sandra Benjamin, confirmou que o processo arrancou com pouca adesão e acredita que essa situação é fruto da falta de informação e medo.
Ontem, o posto do KK5000 registou cerca de 40 crianças e adolescentes.

Em relação às pessoas que tomaram a terceira dose, referiu, a adesão também foi fraca. O posto abriu às 8H00 e encerrou às 16H00.

A responsável revelou que as vacinas disponíveis no posto do KK5000 são as da Astrazeneka, Pfizer e da Biofarma, com stock suficiente para a demanda.

A directora provincial do Posto Avançado de Vacinação, Filismina Neto, anunciou que no posto do Paz Flor mais de 500 crianças e adolescentes foram vacinadas ontem, enquanto  para a terceira dose foram imunizadas mais de duas mil pessoas.

Noutro ponto, a coordenadora do Posto de Vacinação do Cabolombo, Tatiana Fernandes, disse que foram vacinadas 291 crianças e adolescentes com as vacinas da Astrazaneka e da Pfizer. Em relação à terceira dose, foram apenas 11 cidadãos.

Revelou que, anteriormente, o posto já chegou a registar mais de 500 pessoas por dia. Acredita que esta baixa deve-se ao facto de boa parte dos cidadãos residentes naquela zona já estarem vacinados. Sublinou que desde a abertura do posto foram vacinadas quase 15 mil pessoas.

O supervisor da área de cadastro do Posto de Vacinação de Auto-rendimento de Talatona (PVAR/Ulengo), Franqueira Viegas, disse que ontem foram vacinadas mais de 100 crianças e adolescentes.
Em relação à terceira dose, foram vacinadas 25 pessoas.

O técnico acha importante reforçar a comunicação para que outras pessoas se sintam motivadas a irem aos postos de vacinação.

Durante a actualização do Estado de Calamidade Pública, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, garantiu que não há necessidade de as pessoas terem medo de apanhar a vacina, principalmente as crianças que sofrem de qualquer tipo de cormobilidade, realçando que as vacinas servem para garantir a imunidade.

Lembrou que o cadastramento das crianças e adolescentes deve ser feito através do site oficial da Covid-19 ou no local da vacinação.

No caso das pessoas que têm de tomar a terceira dose, esclareceu que não precisam fazer um novo cadastramento.
Basta apresentarem o cartão das duas doses e serão atendidos sem constrangimentos.

Fonte: JA