Sociedade
11 Outubro de 2021 | 16h41

Angola torna-se Estado-parte da Convenção de Ramsar

Angola tornou-se, domingo, Estado Parte da Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional – Convenção de Ramsar, após a confirmação, pelo seu secretariado, da adesão do país ao tratado.

A confirmação da adesão de Angola como 172ª parte integrante da Convenção de Ramsar é resultado das acções concretas realizadas pelo Executivo angolano com vista à protecção do ambiente, em particular, dos ecossistemas de mangais.

No quadro desse esforço institucional, recentemente, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, participou na conferência internacional sobre "O Reforço dos Compromissos Políticos na Conservação e Melhoria dos Mangais em África”.

Antes daquele evento, Bornito de Sousa havia participado também no "Workshop Internacional sobre Zonas Húmidas”, no qual destacou o passo dado pelo país com o depósito, na sede da UNESCO, em Paris, dos instrumentos jurídicos que confirmam a adesão à referida Convenção.

Na altura, considerou o acto como "um facto de extrema relevância para o país que possui vários tipos de zonas húmidas que vão desde rios, lagos e pântanos, fazendo dele uma área importante para o trânsito de várias espécies de aves aquáticas e biodiversidade”.

Na ocasião, lançou um desafio à sociedade angolana em geral e em particular às organizações ambientalistas, empresas e cidadãos para plantar até Dezembro do corrente ano um milhão de Mangues.

Angola propõe para inclusão na Lista de "Sítios Ramsar” as Lagunas do Mangal do Lobito (Benguela), o Saco dos Flamingos (Luanda), a Lagoa do Arco (Namibe), o Parque Nacional de Cameia (Moxico) e o Complexo das zonas húmidas da Lagoa do Carumbo (Lunda Norte).

As lagoas do Calumbo e Quilunda (Luanda) e do mangal do Chiloango (Cabinda), a Praia do Santiago (Bengo), o Baixo Cuanza (Luanda – Bengo) e o Complexo das zonas húmidas do Kumbilo-Diríco (Cuando-Cubango) também constam entre as zonas húmidas costeiras propostas por Angola.

A efectivar-se, a inclusão destes locais aos "Sítios Ramsar”, que abrangem zonas húmidas costeiras e interiores, ricas em biodiversidade e incluem uma ampla diversidade de plantas e animais raros, estará assegurada a protecção contra as ameaças de exploração de recursos naturais, mudanças climáticas e no uso da terra.

Vista parcial baixa de Luanda

Fonte: ANGOP