Política
11 Outubro de 2021 | 15h12

Desenvolvimento da Huíla passa por ligação à rede nacional de energia

A interligação da Huíla ao sistema nacional de electrificação é o ponto de partida para um desenvolvimento efectivo da província, considerou nesta segunda-feira, no Lubango, o governador Nuno Mahapi.

No cargo desde Março desde ano, o governante apontou a electrificação da província como um dos principais desafios da sua governação, durante uma entrevista ao programa Bom Dia Angola, da TPA, transmitido a partir da cidade do Lubango.

Nuno Mahapi disse que actualmente a província vive somente de energias térmicas, tidas como "muito” dispendiosas, o que trava também o crescimento do parque industrial, uma situação que só mudará com a interligação nacional, em que a Huíla receberá uma linha a partir da central do Gove (Huambo).

"Gostava de pelo menos deixar as bases durante o meu percurso como governador, desde os primeiros postos de alta tensão a partir do Gove para a Huíla, assim como o lançamento da captação de água a partir do Rio Cunene, a quase 200 quilómetros, para o Lubango”, frisou.

A província da Huíla, nesse quesito, tem um projecto de montagem de uma linha de transporte de alta tensão a partir da barragem de Laúca, prevista para 2022, passando pelo Huambo.

Trata-se de um projecto estruturante desenvolvido pelo Ministério da Energia e Águas, que deu início com a construção do ciclo combinado do Soyo para Luanda e da construção da linha Laúca/Huambo/Bié, sendo que  trabalha-se para interligar o Huambo e a Huíla, e posteriormente o Namibe e o Cunene.

Na extensão da linha de Laúca para o sul do país, o governo está a investir 600 milhões de Dólares, financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Numa primeira fase, vai ligar o Huambo e a Huíla, passando pelos municípios de Caála, Caconda, Caluquembe, Cacula e chegará ao Lubango. O projecto engloba igualmente a desminagem do percurso, acção em fase de conclusão.

Huíla conta com duas centrais térmicas que geram à volta de 72 Megawatts e que consomem diariamente mais de 20 mil litros de gasóleo. A outra fonte, hoje inoperante devido a obras de restauro, é a central hidroeléctrica da Matala, com capacidade para 39 megawatts.

A província com mais de três milhões de habitantes espalhados pelos seus 14 municípios, estima-se que tenha uma necessidade de quase 200 Megawatts de eneregia eléctrica.

Governador da Huíla, Nuno Mahapi Dala © Fotografia por: José Filipe (Angop)

Fonte: ANGOP