Educação
06 Setembro de 2021 | 11h00

Escolas preparadas para alunos com deficiência

Todas as escolas devem estar preparadas para receber alunos com deficiência e adaptar-se às necessidade dos mesmos, afirmou, ontem, o responsável pela área do Ensino Especial do Gabinete da Educação de Luanda.

João Capunji Francisco, que falava, ao Jornal de Angola, sobre as incidências do ensino especial, no ano lectivo 2021/2022, que começou, oficialmente, na quarta-feira, referiu que a política de inclusão escolar recomenda que as instituições de ensino recebam os alunos e criem as condições necessárias para as suas deficiências.

"São as escolas que devem estar preparadas para acolher esses alunos e adaptarem-se à condição do aluno", afirmou o responsável, insistindo que as instituições de ensino devem procurar tudo fazer para a inclusão dos discentes, construindo, por exemplo, rampas, aquisição de máquinas de braille, apoio psicopedagógico e outros. João Capunji informou que, a nível de Luanda, existem cerca de seis mil e 90 alunos com deficiência, com maior incidência para os com deficiência auditiva e intelectual.

"A criança deve ir à escola, trabalhar as suas capacidades e valências, não deve ser guardada em casa", exortou, sublinhando que, apesar da deficiência, amanhã ela pode ser útil à sociedade.


Ensino particular trabalha

Mais de cinco mil alunos com deficiência estão no ensino particular, revelou o presidente da Associação Nacional do Ensino Particular (ANEP). António Pacavira informou que a ANEP vai envidar esforços para sensibilizar os associados, para que, nos próximos anos, haja uma redução nas propinas dos alunos com deficiência.

"Nós, ANEP, vamos ter isso como um desafio e levantar essa bandeira, vamos trabalhar para que todos os alunos com alguma deficiência tenham uma redução a nível das propnas", disse.No ensino particular, referiu, não há escolas específicas para alunos com deficiência. O presidente da ANEP é contra a especificação das instituições de ensino que albergam alunos com deficiência, pois, para ele, isso estigmatiza. "Temos que acabar com designações como 'escolas de surdos' e outras. Deve haver inclusão plena e não exclusão", defendeu.

"A nossa política é para uma inclusão mais acolhedora, onde ninguém deve ser deixado para trás", disse António Pacavira, ao referir-se às instituições de ensino particular.

"Hoje, no ensino privado não há bullyng, por ser patente a política de inclusão", garantiu. António Pacavira lembrou que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) recomenda que não se use o termo "alunos com necessidades especiais", por depreender à estigma e sim a utilização de "pessoa com deficiência".

Fonte: JA