Sociedade
28 Julho de 2021 | 18h22

NAVIO OCEANOGRÁFICO BAIA FARTA PRONTO A OPERAR EM ANGOLA

A secretária de Estado das Pescas, Esperança Costa, afirmou, esta quarta-feira, que o navio oceanográfico de Investigação Científica “Baía Farta” realiza a primeira missão investigativa no mar angolano nos próximos dias.

No navio, que chegou ao país em 2018, terminou a primeira fase de testes/provas do mar, decorrida de 1 a 8 deste mês, nas águas oceânicas nacionais e internacionais, para aferir a superação das inconformidades e avarias detectadas ao longo do percurso Roménia (país de origem).

O Baía Farta abarca distintas valências, nomeadamente sofisticação científica e tecnologia, dispositivos de pesquisa de ocorrências de micro plásticos e, para o sector das pescas, instalação de um sistema organizado de lota.

O navio dispõe de uma sala acústica, quatro laboratórios, um ginásio, camarotes duplos, cozinha, área de serviço com 15 monitores de comando e três computadores para o comando do Sonar (aparelho electrónico utilizado geralmente na navegação naval para medir a distância entre a superfície da água e o fundo marinho), cada um dos quais desenvolve trabalhos diferentes.

Esperança Costa, que falava, via online, no Fórum sobre Pescas, que se realizou em Luanda, adiantou que está previsto, nos próximos dias, o primeiro Cruzeiro de demersais para se avaliar o grau de abundância do bio-recurso e, desta forma, se ajustar o total admissível de capturas para garantir a renovação do recurso e a permanência para o usufruto das gerações futuras.

Adiantou ainda que, convergindo o principal objectivo, o sector das pescas está a executar um programa de reforço da capacidade institucional da fiscalização pesqueira, com investimento no capital humano, numa abordagem integrada.

"Por outro lado, o país juntou-se aos esforços da comunidade internacional assinando as medidas do Estado do porto que incide no combate a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada visando a melhoria da gestão sustentável das pescas em prol das populações”, reforçou.

Conforme a responsável, a aposta do Executivo está voltada para a Economia Azul com o objectivo de substituir os recursos fósseis por recursos renováveis de base biológica com elevado desempenho e de baixo impacto ambiental, incluindo a biotecnologia de vários grupos marinhos não explorados, não tradicionais, como as microalgas, micro-organismos, biorecursos que constituem as novas aplicações comerciais criando novos empregos.

Para o efeito, destacou o empenho na elaboração da Estratégia do Mar, levando em consideração a conservação da biodiversidade uma das principais vertentes das políticas de conservação do ambiente marinho, nesta nova década dos Oceanos e  do"Bluetransforming”.

Fonte: ANGOP