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08 Junho de 2021 | 09h39

Escola pagará 3 milhões a família de menino que se suicidou após bullying

Gabriel Taye ficou sem sentidos numa casa de banho após uma agressão. A escola disse aos pais que o menino tinha "desmaiado", mesmo com câmaras de videovigilância. O menino suicidou-se dois dias depois.

distrito escolar de Cincinnati, onde, em 2017, um menino de oito anos se suicidou dois dias depois de ter sido vítima de uma agressão violenta na casa de banho da escola, chegou a acordo com a família da criança, concordando em pagar três milhões de dólares (2,47 milhões de euros) e em criar um sistema anti-bullying mais robusto, que seria monitorizado duas vezes por ano pelos advogados dos pais de Gabriel Taye.

O acordo, que foi anunciado na sexta-feira, será votado esta segunda-feira e inclui, ainda, um memorial para Gabriel Taye na escola secundária de Carson, onde a criança estudava, indica o New York Times.

Gabriel, recorde-se, era aluno do terceiro ano naquela escola. A 24 de janeiro de 2017, foi encurralado numa casa de banho e ficou sem sentidos após ser empurrado contra a parede, sendo depois pontapeado por um outro estudante. Gabriel ficou estendido no chão durante seis minutos - tendo passado pelo local vários estudantes - até ser encontrado por um funcionário. Todo o incidente ficou gravado por câmaras de videovigilância.

Dois dias depois, Gabriel voltou à escola (mesmo com câmaras de vigilância, a escola disse aos pais que Gabriel tinha "desmaiado" na casa de banho) - e voltou a ser vítima de bullying. No dia 26 de janeiro, depois de regressar a casa, tirou a própria vida. 

Os pais processaram o distrito escolar, em 2017, por homicídio negligente. Apurou-se que a criança era vítima de bullying há mais de um ano.

O advogado do distrito escolar defende que a administração "acredita profundamente" que a instituição e os funcionários escolares não foram responsáveis pela "trágica morte", admitindo, porém, que "a resolução desta questão difícil é do melhor interesse das duas partes".

"Nós vamos assegurar-nos de que estas reformas são aplicadas e acabam com o bullying" no sistema escolar, indicou um dos advogados da família de Gabriel.