Política
19 Janeiro de 2021 | 10h04

China e África querem fortalecer cooperação para combater Covid-19

Com a segunda onda da pandemia da Covid-19 a "disparar" em todo o mundo, a China e a África consideram ser urgente fortalecer a cooperação e manterem-se firmes no combate contra a doença, declarou o conselheiro de Estado e ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi.

"A pandemia é um desafio urgente para a comunidade internacional, bem como para a China e África", afirmou Wang Yi, em entrevista ao Diário do Povo, depois de concluir, sábado, um périplo por cinco países africanos, nomeadamente  Nigéria, República Democrática do Congo, Botswana, Tanzânia e Seychelles.  
O Presidente chinês Xi Jinping propôs a Cúpula Extraordinária China-África sobre a solidariedade contra a Covid-19, que forneceu importantes orientações estratégicas para o combate conjunto ao vírus.

Os países africanos elogiaram a China por ter assumido a liderança para conter a disseminação do coronavírus, reabrir a economia e oferecer apoio em larga escala à África.  
 Wang Yi ressaltou os esforços do seu país na luta contra a pandemia e expressou confiança no trabalho conjunto para acabar com a doença.

Segundo o diplomata chinês, alguns líderes africanos, incluindo o Presidente das Seychelles, garantiram estar entre os primeiros a tomar a vacina da China, acrescentando que o seu país vai continuar a prestar ajuda aos Estados africanos, no que toca ao envio de equipas médicas para países necessitados, estabelecer um mecanismo de cooperação de hospitais homólogos, promover partilha de experiências anti-vírus, acelerar a construção de edifícios da sede dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças da África (África CDC) e trabalhar com os membros do G20 na suspensão de dívidas da África.

Wang Yi disse que a China cumprirá o "firme compromisso" de que suas vacinas serão fornecidas como um bem público global e manifestou disposição em cooperar com os países africanos necessitados na aquisição das mesmas, tornando-as acessíveis e económicas no continente africano.

Com os líderes e ministros das Relações Exteriores africanos, o diplomata chinês disse ter  concordado na necessidade de coordenar a prevenção e o controlo da Covid-19, assim como trabalhar arduamente para a restauração do comércio entre a China e África, mantendo o bom funcionamento das cadeias industriais.

 "O desenvolvimento social e económico dos países africanos superou várias adversidades e manteve a estabilidade geral, demonstrando resiliência e vitalidade", disse Wang, salientando que os  países africanos estão ansiosos em acelerar a transformação económica e fortalecer a cooperação do Cinturão e Rota com a China.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China disse que durante a viagem à RDC e no Botswana assinou alguns memorandos de entendimento e manifestou a disposição do país asiático na conectividade com a África.  
Sublinhou que a  conclusão dos projectos do Cinturão e Rota, como a Ferroviária entre Mombasa-Nairobi e Etiópia-Djibouti, promoveu o desenvolvimento industrial e a circulação dos recursos ao longo destas rotas.

"A China continuará a participar de forma activa na construção de infra-estruturas da África, nos sectores dos transportes, energia e comunicações e injectar impulso ao desenvolvimento económico do continente negro", referiu o diplomata, que também garantiu apoio do seu Governo na construção da área de livre comércio da África e promoção do mercado entre a China e a África.

Fonte: JA