Internacional
13 Janeiro de 2021 | 09h38

Primeira mulher a ser executada nos EUA desde 1953 recebeu injeção letal hoje

Lisa Montgomery, de 52 anos, foi executada por injeção letal, esta quarta-feira, dia 13 de Janeiro, por ter estrangulado uma mulher grávida e lhe ter roubado o bebé do ventre, no Missouri, nos EUA, em 2004. Esta é a primeira vez em quase 70 anos que uma mulher é executada nos Estados Unidos.

A morte foi declarada pelas 1h31 (5h31 em Luanda) no complexo penitenciário federal em Terre Haute, no estado do Indiana. Foi o 11.º prisioneiro a receber uma injeção letal desde Julho do ano passado, quando o presidente Donald Trump retomou as execuções federais, depois de 17 anos sem nenhuma.

Segundo a Associated Press, no momento antes de ser administrada a injeção letal, uma mulher retirou a máscara de proteção facial a Lisa e perguntou se tinha algumas últimas palavras. A resposta terá sido apenas "não".

O caso de Lisa atraiu atenções até ao último minuto. Para muitos, apesar da culpa que teve no homicídio nunca ter estado em causa, tirar-lhe a vida seria um erro pois, segundo a equipa de defesa, o seu comportamento era o resultado de problemas mentais por ter sofrido abusos sexuais quando era criança - terá sido violada repetidamente pelo pai e prostituída pela mãe. Muitos consideram que o seu crime é resultado do facto de ter sido rejeitada pelo governo, pela família e pela sociedade.

Os advogados consideram que na altura do crime, a mulher estava psicótica e sem contacto com a realidade. No entanto, a própria família entende que o crime que cometeu foi tão horrível que merecia ser condenada à morte, independentemente do seu estado mental.

A execução ainda foi suspensa duas vezes, primeiro en função da pandemia e depois por um juiz, até que a decisão final foi tomada pelo Supremo Tribunal.



Fonte: NM